22.12.04

 

A Escrita e o Tempo

Hoje, por momentos, voltei a escrever cartas, bilhetes e notas à mão, como nos bons velhos tempos. A sensação foi algo estranha, a caligrafia variava, perdia uniformidade. Até nisto, a modernidade nos alterou, tirando-nos uma das maiores marcas de personalidade, de marcada identidade, que interessou tantos peritos ao longo dos séculos. Holmes, Maigret e Poirot, se vivessem hoje não teriam à sua disposição este fértil campo para engenhosas análises, que, de resto, sempre me intrigou. Já pude comparar assinaturas feitas com intervalos de 50 e 60 anos e chega a ser impressionante a semelhança entre elas, a despeito da alteração das vidas das pessoas que as produziram. Parece que tal fenómeno nos quer avisar de que nós continuamos mais ou menos os mesmos, depois de muitas e profundas modificações nas nossas vidas. Bem dizia o Paul Simon numa das suas velhas canções : after changes upon changes, we're more or less the same..., se a memória me não trai, na grata evocação que acabo de fazer. Há muito que não ouço este grande cantor, músico e poeta norte-americano...

AV_21-12-2004

Comments:
Meu caro amigo, tenho lido seus posts, por absoluta falta de tempo, tenho mantido poucos contatos. vou tirar um período de férias. aproveito para desejar a vc e a todos os seus votos de um muito feliz natal e de um 2005 pleno de felicidades. um grande abraço do amigo Carlos (basilides)
 
Amigo
Realmente este assunto é interessante; como evoluímos e involuímos ao mesmo tempo! Evoluimos em tecnologia e deixamos de ter o esmero na caligrafia, com isto avaliações são prejudicadas como citado no teu post ou em avaliações psicológicas a partir dos traços da escrita.
Feliz Natal!
Beijos
Semida
 
... e por falar em músicas e em quadra natalícia, evoco "So, This is Christmas" de John Lennon...
e desejo-te um Feliz Natal !
 
Feliz Natal !!
 
Embora a escrita à mão me traga saudades, felizmente que a escrita pela Internet passou a existir.
Quebraram-se barreiras, aproximaram-se pessoas e trocam-se ideias, como nunca.
Um Bom Natal!
 
É curioso, a escrita à mão ganhou contornos de raridade, e que maravilha escrevermos um cartão com uma boa caneta de tinta permanente!. Digo-lhe que o que me irrita são os cartões (de boas festas ou de aniversário) previamente impressos onde se coloca tão-só a assinatura (e mesmo assim nem sempre). receber uma carta ou um cartão escrito à mão, eis o grande luxo dos dias que correm!
Um abraço
Luís Sequeira
http://abnegado.blogspot.com
 
Afinal é Verdade!
Já nem o PS o quer.

"O senhor Paulo Asqueroso ordenou ao Franguinho nº 1 que manipulasse o seu pénis, ao mesmo tempo que ele manipulava o pénis do Franguinho. Quando o seu pénis estava erecto, introduziu-o na boca do Franguinho, aí o tendo friccionado. De seguida introduziu o pénis erecto no ânus do menor aí o tendo friccionado até ejacular".

Mais Informações

www.blocodireita.blogspot.com
 
Não disse? Devo ser alienígena, diferente, ou lá o que seja. Mas JAMAIS deixei de escrever a mão, desde a época da máquina de escrever, na qual eu era bem rápida sem nunca ter feito cursos. Todos os meus textos do blog, por exemplo, são elaborados primeiramente com caneta e papel. Alterados. Só depois é que os passo para o Word, com novas alterações, e "copio/colo" para publicar. Anoto palestras da TV, escrevendo todas as palavras ditas, como fazia nas aulas das Faculdades (consigo pegar tudo, tenho um caderno especial para isso). Anoto tudo que faço no computador, nos meus cadernos aos quais dou o nome de "Movimentação Geral" (estas visitas estão sendo anotadas na data de hoje com minha caneta preferida, no caderno que já é meu 6º volume; os cadernos são comuns, bem grossos, sem nada escrito previamente). Estou sempre escrevendo (na foto exposta no blog, dá para ver a caneta em minha mão).
Não vá pensar que estou louca...
ABRAÇOS,
Bisbilhoteira.
(www.bisbilhotices.blogger.com.br).
 
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